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segunda-feira, 4 de julho de 2016

FIM



Embora eu saiba que nada nos restou
Ainda aguardo ansiosa sua chegada
Pra dividir o que em mim acumulou
E devolver o seu quinhão, nossas migalhas.

Ficou tão claro que esse intervalo não terá fim
Faço questão de encarar seu desamor
Pois se acabou, foi erro seu que ao me iludir
Fingiu sentir o amor que em mim não depositou.

Faz tanto tempo que só lembranças me restaram
Que ainda me pergunto se existiu ou inventei
A solidão é um castigo inevitável
Que aprisiona a alma dessa desgraçada que me transformei.


(Vanessa Rodrigues) 

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